Categorias
Crónicas Altitude

Aos meus professores

Por Hélder Oliveira Coelho

Hoje, faço uma justa e mais que merecida homenagem! Peca por tardia. Nomes como Lurdes Cerca, Manuela Amaral, Etelvina Santos, Luísa Fernandes ou Elvira Matos são familiares para muitos, anónimos para alguns. Cito meia dúzia dos meus professores de liceu, que ajudaram a fazer de mim o homem que sou. Perdoem-me os que omito, mas um minuto não basta para agradecer a todos.

Professores de um liceu de cidade de província, que recebiam meninos e se despediam de homens. Transmitiram muito mais do que os programas fracos e bolorentos do ministério obrigavam.

À Geração cool, que diz «tipo cenas» naquela base das coisas, tipo na boa tasse bem, mas não sei explicar, a essa geração eu lembro que ir à escola não é um favor que eles fazem aos pais ou à sociedade. É um serviço que a sociedade lhes presta!

Hoje, têm os dedos calejados das teclas do telemóvel, mas, ainda não há muito tempo, havia meninos como eles, com as mãos calejadas da enxada. A esses, estamos todos em dívida!

Escravos da moda e da futilidade, incapazes de pensar no que os rodeia. Exigem para si regalias que não são mais do que o corolário da fraca educação que têm. Os pais depositam-nos nas escolas e compram o seu bem-estar com uma Play Station. Entregam aos professores e ao Estado uma responsabilidade que é sua, educar!

Na hora agá, quando o insucesso grita, temos os encarregados de deseducação a reclamar incúria dos professores para com os anjos de candura que criam em suas casas.

Esses mesmos anjos, que dizem tipo cenas, e organizam gangues para passar o tempo a partir braços e pernas impunemente por aí! Coitadinhos, estão na idade!

Bem-haja aos meus professores. Bem-haja à minha família. Porque, sem eles, eu jamais seria a pessoa que sou. Provavelmente, seria, hoje, mais um inútil a dizer tipo cenas.

0 comentários a “Aos meus professores”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *