Categorias
Dias Passados

Irritação

Por Gustavo Martins-Coelho

Já disse uma vez [1] que me irritam profundamente as pessoas que me deixam sem resposta quando lhes escrevo. Contas feitas, noventa e nove por cento dos Portugueses irritam-me, portanto. Até podia estar só a falar de longas cartas escritas à mão; ficam quase todas sem resposta. Mas incluo também coisas bem mais instantâneas, como o correio electrónico, o Facebook e as mensagens de telemóvel. O que vale é que eu tenho muita irritação para dar. E não preciso de aprender a controlá-la. As pessoas é que têm de aprender a controlar-se de forma a não me irritarem! Porque eu não tenho mau feitio. Apenas fico sobejamente contrariado quando tenho de lidar com pessoas estúpidas. Nem sequer estou com a neura; estou só mesmo farto de burros, mas parece que é do que mais há. Se a estupidez pagasse imposto, não precisávamos cá do FMI.

Certa vez, pedi a alguém, que me era caro, que me deixasse ficar um comentário no blogue que tinha então. Não havia nenhuma razão em particular, nenhum artigo em concreto que desejasse ver abordado por aquela pessoa. Era somente um miminho que lhe pedia.

Escreveu-me:

— Disseram-me para vir aqui comentar e eu aqui estou.

Nunca mais pedi a ninguém para comentar fosse o que fosse. E serviu-me para perceber que dias há em que o melhor até é ficar sem resposta.

0 comentários a “Irritação”

Não comentar pode significar apenas que há “gente” que não sabe fazê-lo. Não responder ao correio ou a outro meio de contacto já é outra coisa…

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *