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Consultório da Ria

Os dentes

Por Carlos Lima

Os dentes são estruturas acessórias do sistema digestivo e inserem-se nos alvéolos maxilares e mandibulares. Os alvéolos são revestidos pelo ligamento periodontal, que serve para amortecer o impacto do dente no osso durante a mastigação e para fixar o dente.

O dente é constituído por três partes: coroa, colo e raiz. A coroa é a parte visível do dente e é constituída por esmalte e dentina. O esmalte cobre e protege o dente contra o desgaste e contra os ácidos presentes na alimentação, que facilmente destruiriam a dentina. O esmalte dentário é a substância mais dura do corpo humano.

A dentina é o principal componente do dente. Vais desde o esmalte até à raiz. É mais dura do que o osso, mas mais frágil do que o esmalte. Ao contrário do que aparenta à vista humana, ela possui microcanais, que lhe dão elasticidade. O interior do dente é mole (polpa dentária), para permitir a presença de vasos sanguíneos e de terminações nervosas.

O colo do dente é a parte coberta pela gengiva. É ao nível do colo que se encontra a cavidade pulpar, rica em vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos, que servem para alimentar e enervar o dente. A cavidade pulpar, quando exposta por cáries ou traumatismos, dói. Quando há retracção da gengiva, aumenta a sensibilidade do dente a variações ambientais e químicas, principalmente de temperatura (quente e frio).

A raiz é a parte do dente inserida no osso. Fixa-se através do ligamento periodontal, criando uma base de suporte e resistência do dente à mobilidade. A raiz tem habitualmente dois orifícios por onde passam os vasos sanguíneos e linfáticos e os nervos.

Os seres humanos possuem dois tipos de dentição: a decídua, ou dentição de leite, e a dentição definitiva, ou permanente. A dentição decídua é constituída por vinte dentes (oito incisivos, quatro caninos e oito pré-molares). Os primeiros dentes aparecem cerca dos seis meses; a dentição está concluída por volta dos dois anos e meio. A dentição permanente começa com a substituição dos primeiros dentes pelos cinco ou seis anos e só fica concluída na idade adulta, com o nascimento dos dentes do siso, atingindo 32 dentes. Actualmente, esta realidade está a mudar, ou seja, há dentes que podem já não nascer nas nossas crianças; deixaram de ser necessários devido à confecção da comida. Pensa-se que este espaço libertado possa vir a ser ocupado por um aumento do cérebro, correspondendo ao desenvolvimento da área cerebral destinada aos polegares, dada a grande utilização que hoje fazemos deles. Estas alterações poderão tornar-se mais evidentes ao fim dalgumas gerações.

Os dentes incisivos servem para cortar os alimentos, transformando a comida em pedaços mais pequenos, de forma a poderem ser manipulados dentro da boca. Os caninos servem para rasgar, usados quando não é possível cortar. Com o uso do talher e de alimentos confeccionados, esta função é cada vez menos necessária e são estes os dentes mais suprimidos na reestruturação da dentição humana. Os pré-molares são pontiagudos, para completar as funções anteriores (cortar e rasgar), e, finalmente, os molares esmagam e trituram, ajudando a formar um bolo alimentar, capaz de ser engolido e digerido.

Apesar da robustez dos dentes, estes devem ser cuidados com regularidade, de forma a impedir que se degradem. A escovagem, o uso do fio dentário e do elixir bocal devem fazer parte dos cuidados de higiene diários, desde criança e para toda a vida. As doenças dos dentes e da boca são promovidas por bactérias muito agressivas, que, entrando na corrente sanguínea, podem causar doença cardíaca, articular e até cerebral. A higiene bucal e dentária passa também por uma alimentação equilibrada. Os alimentos ricos em açúcar são cariogénicos, ou seja, favorecem o aparecimento de cáries dentárias, pelo que o seu consumo deve ser ocasional e os cuidados à boca executados de seguida.

Cuide dos seus dentes, porque vale a pena; cuide do seu bonito sorriso.

Saúde!

9 comentários a “Os dentes”

[…] O molibdénio é um micromineral [1] necessário ao organismo humano, pois faz parte das enzimas que colaboram na utilização celular dos hidratos de carbono [2], das gorduras e das proteínas [3] e na fixação do nitrogénio molecular. É necessário para a oxidação do enxofre [4] presente nas proteínas. Integra o esmalte dos dentes [5]. […]

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