Categorias
Mil Palavras

E nos economistas da Comissão Europeia — podemos confiar?

Por Gustavo Martins-Coelho

previsoesAvalie por si o leitor. O gráfico compara as previsões da Comissão Europeia com a realidade quanto à dívida pública, ao défice, à inflação (mais propriamente, à variação do Índice de Preços no Consumidor — IPC) e à taxa de desemprego, nos anos que durou o programa de ajustamento económico e financeiro. Os valores (excepto a variação do IPC) estão medidos em percentagem do Produto Interno Bruto. A previsão da Comissão Europeia era de que a dívida pública fosse de 102% do PIB em 2011, 111% em 2012, e 112% em 2013; na realidade, foi de 108% em 2011, 124% em 2012, e 129% em 2013. Quanto ao défice orçamental, a Comissão previa 5,8% do PIB em 2011, 4,5% em 2012, e 3,2% em 2013; na realidade, foi 4,3% em 2011, 6,5% em 2012, e 5,0% em 2013. A Comissão previa que a inflação decrescesse de 3,5% em 2011, para 3,0% em 2012, e 1,5% em 2013; mas, na realidade, passou de 3,7% em 2011, para 3,0% em 2012, e apenas 0,3% em 2013. Finalmente, a Comissão Europeia anunciou uma subida do desemprego de 12,6% em 2011, para 13,6% em 2012, e 13,7% em 2013; na realidade, a taxa de desemprego galopou de 12,7% em 2011, para 15,7% em 2012, atingindo 16,3% em 2013. Os dados provêm da Previsão Económica do Outono de 2011 da Comissão Europeia [1] e da Pordata [2, 3, 4, 5].

Um comentário a “E nos economistas da Comissão Europeia — podemos confiar?”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *