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Filmes de Verão (2014)

Por Hugo Pinto de Abreu

O ano passado tive a oportunidade de deixar três sugestões de cinema para o Verão [1]. Aproveito para fazer disso uma tradição e convidar os leitores a ver ou rever alguns filmes, que podem ajudar a aproveitar este Verão de 2014, e também a «visitar» outros tempos e espaços.

Começo por dois filmes históricos — bom, na realidade, romantizações mais ou menos aproximadas de eventos históricos —, unidos também pela extraordinária banda sonora de Vangelis [2]: falo de «1492: Cristóvão Colombo» [3] e de «Alexandre, o Grande» [4].

«1492: Cristóvão Colombo», filme realizado para o quinto centenário do descobrimento das Américas, em 1992, retrata a história do navegador genovês, desde o planeamento da primeira viagem em busca de uma rota para a Ásia através do Ocidente, as dúvidas dos peritos de Salamanca, o desespero dos «Reis Católicos» — D. Isabel de Castela e D. Fernando de Aragão — em recuperar o atraso no processo das Descobertas; até à descoberta e colonização das Caraíbas, outrossim às viagens posteriores em que seria encontrado o continente Americano. É recorrente o tema da necessidade dum Novo Mundo, não apenas geográfico, mas também numa vertente civilizacional, sociológica e antropológica. Muito em consonância com esta obra cinematográfica, permito-me desviar-me ligeiramente do tema para sugerir ao leitor a Sinfonia n.º 9 de Dvořák, «do Novo Mundo», composta aliás perto do quarto centenário do descobrimento das Américas (1892, a obra foi composta em 1893); obra que é para mim como que a tradução musical da aspiração por esse mundo novo (mais do que por um Novo Mundo).

«Alexandre, o Grande» leva-nos até ao século IV a.C., para acompanhar a vida duma das figuras mais notáveis e influentes de toda a História: Alexandre Magno, Rei da Macedónia, Hegemónico da Grécia, Faraó do Egipto, Rei da Pérsia e Rei da Ásia. Com o seu nascimento envolvido em contornos míticos — seria filho de Zeus, que com um raio teria atingido Olímpia, mãe de Alexandre —, com Aristóteles por tutor, tendo sido invencível no campo de batalha e responsável por um incrível movimento de helenização, Alexandre é fascinante e incontornável; e não conhecer a sua vida significa não entender um processo histórico que moldou o mundo tal como o conhecemos. Assim, por mais romantizado que seja, «Alexandre, o Grande» terá certamente o condão de nos fazer penetrar nesse fascinante mundo, e a magnífica imagem e banda sonora contribuem grandemente para isso.

Atendendo à recente morte de Robin Williams, não poderia deixar de recomendar «O clube dos poetas mortos» [5], um filme «obrigatório», que tive oportunidade de rever há poucos dias. Muitos Portugueses que têm serviços de televisão com gravação automática poderão aproveitar o facto de o canal SIC ter transmitido este filme durante este fim-de-semana, para mais facilmente terem acesso ao mesmo.

Bom cinema e boas férias!

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