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Olho Clínico

O novo ano começa agora

Por Sara Teotónio Dinis

Em 2008, era este o título dum artigo de revista, no número de Setembro. Na altura, reflecti sobre o tema e concluí que é uma verdade. O novo ano começa em Setembro. É altura do regresso das férias, do início do novo ano lectivo, de mudança de estação. E não só.

No artigo, podia ler-se:

Durante as férias são feitas promessas, revelados desejos e traçadas metas para viver melhor: jantar em família, brincar com as crianças, namorar, não adiar eternamente a leitura daquele livro. Mas as promessas, desejos e metas, muitas vezes definidos à beira-mar, esfumam-se no primeiro dia de trabalho.

Tal e qual como no Ano Novo, arranjam-se mil e uma desculpas para adiar os projectos — seja por falta de disponibilidade de horários, ou por impossibilidade financeira, ou tão simplesmente porque «tem côdea»… Já fiz muitos planos e já dei muitas desculpas para desfazê-los (e não me sentir mal com isso). Mas eles fazem falta…

O artigo dá doze exemplos de coisas para fazer e levar avante com bastante vontade, sem desistências: fazer um curso inusitado; ser voluntário; adoptar exercícios físicos simples; fazer um retiro espiritual; reservar duas horas por dia para si próprio; remodelar a casa; namorar todos os dias; economizar todos os meses; suspender as tecnologias um dia por mês; experimentar novos visuais; fazer turismo; comer «mais verde».

Ler a lista dá logo vontade, certo? Quem não gostava de afixar a lista na parede do quarto e, passo a passo, ir colocando um visto à frente de cada item, sempre que se avançasse mais um pouco na procura de uma vida mais recheada, mais completa? Mas idealizar não materializa; e publicar a lista mantém-nos no mesmo lugar — não é assim que funciona…

Para começar, é preciso querer mesmo fazer alguma coisa. Só então, caso a vontade seja positiva, se pode avançar no plano. Poderá ajudar relembrar a quantidade de vezes que já se fizeram e desfizeram os planos de «ano novo» e, sobretudo, nas razões que fomentaram ou justificaram a ausência de execução dos mesmos. Mediante essa reflexão, pode concluir-se quais as coisas que dão mais prazer e quais aquelas que rapidamente se transformariam em sacrifício — só devem ser levadas a cabo as actividades que preencham a alma de conforto e satisfação.

Pode ajudar ter alguém que conheça os planos — e que motive e incentive a sua concretização, nas alturas em que a vontade fraqueja (muito útil no caso do utópico plano «exercício físico todos os dias e para sempre»).

No meu caso específico, as prioridades para este Setembro que se avizinha são: optimizar a funcionalidade da minha casa; entregar o meu relatório de Medicina Geral e Familiar 1; passar no exame parcelar e iniciar e cultivar o hábito de exercício físico regular. Para já, está tudo em andamento, com a vantagem de ter arranjado um «motivador da vontade», que iniciou as suas funções com a oferta da inscrição no ginásio.

O «novo ano» começa agora — vamos lá, pois então!

2 comentários a “O novo ano começa agora”

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