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Um ano decisivo

Por Hugo Pinto de Abreu

Gosto da ideia — que encontrei, há uns dias [1] — segundo a qual o ano que interessa começa agora, em Setembro, seja no dia do regresso às aulas (que é hoje, 15 de Setembro), pela dinâmica própria que imprime à sociedade, seja no Equinócio de Outono (dia 23 de Setembro), que marca o fim do Verão.

Assim sendo, olhamos para o ano que chega e vemos que será, a todos os títulos, decisivo. Em Portugal, teremos um ciclo eleitoral da maior importância, concretizado no início do ano 2015–2016, mas, inevitavelmente, fortemente disputado no ano 2014–2015: quem será o líder do Partido Socialista e «candidato a Primeiro-Ministro»? Quem serão os candidatos a Presidente da República? Irão o PSD e o CDS coligados às eleições legislativas? Qual o impacto de Marinho e Pinto [2]? Qual o futuro do Bloco de Esquerda? Como será a elaboração e a aprovação do Orçamento do Estado para 2016, atendendo ao calendário das eleições legislativas [3]?

Como evoluirão o emprego, o desemprego e a emigração, em Portugal? O crescimento económico, o turismo e as exportações?

A nível internacional, as incógnitas são imensas: conseguir-se-á parar e destruir o Estado Islâmico? Qual o futuro da Síria e do Iraque? Haverá paz na Ucrânia? Além disso, haverá eleições para a Casa dos Representantes e (parcialmente) para o Senado dos Estados Unidos da América [4], bem como eleições gerais no Brasil [5]. Já bem perto, haverá referendos sobre a independência: ainda esta semana, na Escócia; em Novembro, na Catalunha (talvez).

Desejo a todos os leitores um bom ano 2014–2015: bem precisamos dum bom ano, ou, pelo menos, dum ano melhor.

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