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Viagens do Guê

Uma pausa e as primeiras impressões de Nantes

Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Antes de prosseguirmos viagem, impõe-se uma pausa na narrativa, para assinalar a qualidade dos comboios franceses. Para não nos alongarmos muito, digamos apenas que tomara muitas carruagens de primeira classe da CP [1] serem tão confortáveis como as que são usadas na segunda classe da SNCF [2].

Após este pequeno interlúdio ferroviário, estamos já em Nantes.

Sexta-feira, 29 de Julho de 2005, ao final da tarde. A Pousada La Manu, qual Wally, que, por sinal, em França, se chama Charlie, estava escondida entre a biblioteca e o restaurante chinês, mas nós, depois de muito procurar, lá conseguimos dar com ela. Só para que fique registado, o pessoal da pousada não era muito simpático, mas pelo menos tivemos direito a seis camas, quatro armários e matrecos à discrição.

Sábado, 30 de Julho de 2005. Apesar dos matrecos à discrição, não nos deixámos desencaminhar pela sua presença e, após um pequeno-almoço reforçado, partimos em direcção ao centro de Nantes.

Foi nesta cidade que utilizámos pela primeira vez o transporte colectivo urbano em França. O eléctrico rápido [3], bastante semelhante ao auto-apelidado de metro ligeiro de superfície do Porto [4], diga-se de passagem, levou-nos em três tempos e outras tantas paragens ao Castelo dos duques de Bretanha, o nosso primeiro destino de visita. Infelizmente, à semelhança de vários outros pontos turísticos da cidade, estava em obras; a sua fachada principal estava oculta pelos andaimes, pelo que nos limitámos a contornar todo o edifício (que foi, em tempos, banhado pelo rio) e seguimos viagem, ao encontro do nosso padroeiro, que tanto nos tem acarinhado e mesmo aquecido, mas que nos tem mantido sempre sequinhos: a Catedral de S. Pedro e S. Paulo, em obras desde 1972, demorou quatrocentos e cinquenta anos a ser concluída. Saímos de lá esmagados pela grandiosidade e verticalidade da Catedral e dirigimo-nos à Capela do Oratório, pequenina e despojada de todo e qualquer elemento decorativo religioso, porquanto, integrando o Museu de Belas-Artes, continha uma exposição fotográfica em vez de paramentos. Algo desapontados, prosseguimos até à Câmara Municipal. Tal como com a Pousada, foi difícil dar com ela, mas lá conseguimos e, apesar de só ter porta para gordos [5], não nos fizemos rogados na hora de tirar fotografias.

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