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O prometido é devido, ou «ainda as primárias do PS»

Por Ana Raimundo Santos

Passados quinze dias sobre me ter pronunciado sobre os candidatos às primárias do PS, é chegado o momento de me pronunciar sobre aquele evento propriamente dito.

O PS, na pessoa do seu antigo secretário-geral, decidiu que o candidato às legislativas do partido seria escolhido através de eleições primárias, cujo sufrágio teria lugar entre militantes e simpatizantes do partido. Preciosismos jurídico-constitucionais à parte, a verdade é que a ideia me agradou. E porquê? Porque, no momento presente, a democracia e a política em Portugal estão pelas ruas da amargura, e qualquer validação democrática a nível político merece um aplauso de pé.

A verdade é que no momento em que os militantes e os simpatizantes votaram e escolheram o próximo candidato do PS às legislativas, participaram numa espécie de sufrágio preliminar para as eleições do próximo ano. Na minha modesta opinião, esta forma de escolha de candidatos, não obstante ser atípica no nosso País, parece-me legitimar de modo mais próprio o candidato «a primeiro-ministro», uma vez que o dito foi escolhido por uma votação aberta a todos os que quisessem participar, não invalidando o facto de, nas eleições em si mesmas consideradas, quem escolheu este candidato possa votar no candidato doutro partido. Confuso? Talvez. Mas isto, sim, é verdadeira democracia — a melhor escolha entre duas opções, como forma de fazer a triagem e separar o trigo do joio, até se chegar à melhor das melhores opções. Se esta realidade irá consolidar-se no nosso País ou não, não sei, mas que é um avanço é.

Quanto ao resultado desta eleições primárias, reservo para mim e para os que me são próximos a minha opinião pessoal, na certeza, porém, de que gostaria de ver o mesmo acontecer nos outros partidos da oposição!

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