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As segundas impressões de Nantes e as primeiras de Rennes

Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Sábado, 30 de Julho de 2005. Por entre ruas, ruelas e um saxofone deprimido, avistámos a Torre da Bretanha, um arranha-céus moderno, e passámos em frente à Igreja da Santa Cruz, a qual se encontra um pouco apertada no meio das casas, mas que tem um relógio e um sino, símbolos da cidade, que vale a pena ver. Daí, caminhámos até à Ilha Feydeau, que deixou de ser ilha, porque os sedimentos transportados pelas águas do Loire assorearam um dos braços do rio e uniram a ilha ao resto da cidade. O terreno permaneceu, no entanto, instável, facto que os arquitectos puderam constatar quando alguns edifícios começaram a afundar, ainda durante a sua construção. Como resultado, algumas casas têm o primeiro andar ao nível do rés-do-chão das vizinhas.

Voltámos à Praça do Comércio, para cumprimentar o nosso amigo e conterrâneo, o Infante D. Henrique, o Navegador, perpetuado numa estátua mesmo em frente à Fnac lá da terra. Passámos daí à Praça Real, uma peça arquitectónica que renasceu após ter sido bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial, e subimos para a Igreja de São Nicolau, que, para não destoar, estava em obras. Não desanimámos, contudo, e avançámos a caminho da Passagem Pommeraye, uma galeria estreita, dedicada ao comércio e tão surreal quanto os pintores, escritores e realizadores que fascinou. Esta Passagem abre-se na Rua Crébillon, que percorremos em direcção à Praça Graslin, onde fica o Teatro homónimo. Trata-se duma praça sóbria, em semi-círculo, que marcou o início dum novo urbanismo em Nantes.

Descemos até à estação da Mediateca, onde apanhámos o eléctrico rápido, que nos levou à Igreja de Nossa Senhora do Bom Porto. Quem a vê por fora não imagina que é tão monumental por dentro. Um exemplo perfeito do estilo neoclássico. Mais duas paragens de eléctrico e uma pequena caminhada permitiram-nos chegar à Igreja de Santana, no pico com o mesmo nome, que, para não fugir à tradição, estava fechada para obras, sendo impossível ver a sua fachada, oculta por trás dos andaimes. A viagem não foi, porém, em vão, pois nesse pico existe uma miradouro, que permite uma belíssima vista sobre a cidade de Nantes. Depois de pararmos por aí um pouco, a admirar a paisagem, estava na hora de abalar, pelo que, da estação, partimos no comboio com destino a Rennes. Aí chegados, a visita incluiu uma passagem pela frente do Palácio de São Jorge; pela Praça da Câmara Municipal, onde fica, como não podia deixar de ser, a Câmara Municipal e, em frente a esta, a Ópera; pelo Palácio da Justiça; e um passeio pela cidade velha.

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