Categorias
Editorial

Um novo canal de comunicação…

Por Gustavo Martins-Coelho


Agora que já tive os meus dez minutos de fama [1], tomei-lhe o gosto e quero mais…

Nah, estou a brincar! Esta era uma ideia que já vinha amadurecendo há algum tempo. Numa altura em que todo o bicho-careta vomita alarvidades no seu canal de Youtube, ou se acha videógrafo no Instagram, ou partilha umas patacoadas de duvidoso interesse no Facebook, eu pensei com os meus botões que, já que não sou totalmente desarticulado no discurso, nem as minhas ideias são totalmente desprovidas de sentido, não poderia fazer pior figura do que certos figurões, se me dedicasse a mandar uns bitaites na Internet.

Já uma vez escrevi que existe um tempo certo para as ideias surgirem, amadurecerem e acontecerem [2]. Parece-me que não poderia haver tempo mais certo para esta ideia acontecer e é por isso que, daqui para a frente, me vou lançar numa nova aventura, que é a publicação de vídeos.

Continuo a reconhecer a enorme importância da palavra escrita; e é por isso que a Rua da Constituição irá conter a transcrição daquilo que digo. Mais não seja, porque só por escrito se podem fazer hiperligações. Quer dizer, o Youtube permite sobrepor ligações ao vídeo, mas, francamente, é uma coisa que acho esteticamente obtusa e que me deixa incomodado, sempre que acontece, num vídeo que estou a ver. Portanto, quem quiser conhecer os tópicos relacionados com o que vou dizendo, as alusões que faço, as minhas referências, terá de continuar a ler-me.

Mas, para quem não tiver tempo para isso e preferir ouvir, ou para quem for simplesmente preguiçoso, porque também é digno de respeito, terá doravante este novo canal de comunicação.

Não vai ser uma coisa muito elaborada. Nota-se, aliás, pela qualidade deste vídeo: um telemóvel para filmar, a parede da cozinha por cenário, um software gratuito [3] para editar e está feito! Nem eu quero que seja mais do que isso: para mim, o conteúdo continua a ser mais importante do que a forma. Se houver, pelo menos, uma pessoa que me veja e oiça e chegue ao fim do vídeo com o sentimento de que as suas ideias já não são exactamente iguais às que tinha, antes da sua passagem por aqui, então já valeu a pena!

A aventura começa agora…

Categorias
Editorial

O blog é pt!

Por Gustavo Martins-Coelho


Esta é uma informação rápida, mas extremamente importante, para os leitores, particularmente os mais assíduos: este blogue cansou-se de ser .blog e vai passar a ser .pt.

A partir do dia 1 de Março, desaparece o endereço ruadaconstituicao.blog e nasce a ruadaconstituicao.pt. O conteúdo é o mesmo, o endereço é que é diferente.

Com o tempo, talvez outras coisas mudem também, mas ainda não posso prometer.

Categorias
Editorial

Novidades de aniversário

Por Gustavo Martins-Coelho


O primeiro editorial — e primeiro artigo [1] — publicado na «Rua da Constituição» data de há precisamente sete anos.

2704 artigos e 388.232 visitas depois, celebramos o sétimo aniversário com uma grande mudança: as colunas deixam de ter data de publicação fixa.

Um pouco mais de entropia… Vamos ver como corre…

Categorias
Editorial

Como escolher alimentos saudáveis no supermercado?

Por Gustavo Martins-Coelho


Hoje, a perspectiva em saúde [1] vai ser um editorial [2], para anunciar uma nova coluna na «Rua da Constituição» [3].

Já é sabido que este é um blogue eclético [4]: tanto fala de política, economia e actualidade [5, 6, 7, 8, 9, 10, 11], como de mobilidade [12], como de saúde [13, 14, 15], como fala de viagens [16], como faz divulgação de estatísticas relevantes para conhecermos melhor o mundo [17], como fala de ciência [18], como de música [19], como de futebol e desporto [20, 21], como de culinária [22], como de cinema [23, 24], como denuncia problemas de urbanismo [25] e civismo [26], como critica a imprensa [27], como tem secções dedicadas à poesia [28, 29] e à lírica [30, 31], e mesmo à pintura [32] e à fotografia [33, 34], além de estar permanentemente atento ao que se passa no resto da blogosfera e na comunicação social [35].

A todas estas colunas, juntar-se-á mais uma brevemente, dedicada à alimentação saudável. Fala-se muito de alimentação saudável [36], mas a verdade é que não é fácil fazer uma alimentação saudável.

Para começar, é preciso ter informação, mas é preciso saber converter essa informação em conhecimento.

A questão da informação ficou resolvida, pelo menos parcialmente, graças à União Europeia. O Regulamento n.º 1169/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho define que é obrigatório constar dos rótulos dos alimentos o seu valor energético e a quantidade de lípidos, ácidos gordos saturados, hidratos de carbono, açúcares, proteínas e sal [37].

Já a questão do conhecimento não é tão fácil. As declarações nutricionais obrigatórias não são, globalmente, falando, propriamente aquilo que se possa chamar de visualmente apelativas, nem muito fáceis de ler, além de que estão, geralmente, nas costas da embalagem e não na frente. Mas nem é só isso: um produto que contenha vinte gramas de açúcar — é muito ou é pouco?

Para ajudar a esclarecer esta questão, a Direcção-Geral da Saúde lançou um descodificador de rótulos [38], que permite, através duma escala de cores, transformar os números da declaração nutricional numa impressão do que é saudável e do que não é.

Mas, mesmo isto não é o ideal. Na semana passada, decidi experimentar o descodificador da DGS e fui para o supermercado procurar escolher o cereal para o pequeno-almoço mais saudável, mas demorei três quartos de hora no corredor dos cereais, a aplicar o descodificador a todos os rótulos. Convenhamos que três quartos de hora para escolher um único produto é, no mínimo, pouco prático!

É aqui que entra a nova coluna da «Rua…» [3]: vou nela publicar os resultados para os cereais e para outros alimentos que, entretanto, também vou analisar, para que outras pessoas interessadas em fazerem uma alimentação saudável possam rapidamente encontrar os produtos de cada categoria alimentar ordenados por valor nutricional. Imagine que vai ao supermercado comprar cereais para o pequeno-almoço: abre a página respectiva e rapidamente vê qual é o mais saudável, o segundo mais saudável e por aí abaixo na lista. Muito mais prático, não é?

Depois, se vai efectivamente escolher o mais saudável, já é consigo…

Categorias
Editorial

Cem mil agradecimentos

Por Gustavo Martins-Coelho


Hoje, a «Rua da Constituição» assinalou um marco notável na sua história: pela primeira vez, atingiu a marca das cem mil visitas no espaço dum ano. Aliás, em menos dum ano, já que ainda faltam 44 dias até 2019 iniciar!

Esta é a prova de que o esforço voluntário de todas as pessoas que já por aqui passaram e por aqui perduram valeu a pena, porquanto mereceu o interesse dos leitores.

Agradeço a todos os que por aqui passaram a atenção que dedicaram ao blogue; e agradeço a todos os que me ajudaram a fazer da «Rua…» aquilo que ela é hoje.

Resta prometer que vamos chegar aos duzentos mil!

Categorias
Editorial

Agora, com som!

Por Gustavo Martins-Coelho


A «Rua da Constituição» vai expandir o seu ramo de negócio. A partir de hoje, quinzenalmente às 23h59, teremos uma coluna sonora, também chamada de podcast, intitulada «Preguiças».

A melhor descrição que os autores encontraram para o que pretendem fazer está disposta no número 1 do artigo 245.º do Código Civil:

A declaração não séria, feita na expectativa de que a falta de seriedade não seja desconhecida, carece de qualquer efeito.

No fundo, são três pessoas a falar de coisas. Duas delas, veteranas deste blogue; uma, não tanto, mas também ela rapidamente se ambientou à vizinhança.

Esperamos que divirta o ouvinte e lhe aproveite também.

Categorias
Editorial

A «Rua da Constituição» faz seis anos

Por Gustavo Martins-Coelho


Desde 2014 que não escrevia um editorial de aniversário; muita coisa mudou, entretanto.

Mudou a equipa [1]: expandiu-se e tornou-se praticamente uma pequena empresa, com quase duas dezenas de colaboradores, entre colunistas e editores.

Mudaram as colunas [2]: umas iniciaram, outras acabaram; no total, entre activas e encerradas, há 31 colunas, sobre tópicos diferentes, à escolha do leitor. É um blogue eclético.

Nessas 31 colunas, foram publicados 2.409 artigos, que receberam 2.522 comentários. Foram escritas 1.219.492 palavras, lidas por 273.165 vezes. O artigo campeão das leituras é «A irrigação do coração» [3], seguido da produtividade dos Alemães [4] e d’«A irrigação do cérebro» [4].

Termino esta curta nota de aniversário, agradecendo a todas as pessoas que colaboram ou colaboraram comigo para manter viva esta aventura literária e a todos os leitores que por cá passaram, esperando que possamos manter, no futuro, motivos de interesse para cá voltarem.

Espero, daqui a um ano, voltar a escrever, a propósito de mais um aniversário!

Categorias
Editorial

O mesmo blogue, mas agora em casa própria

Por Gustavo Martins-Coelho


A «Rua da Constituição» tem já cinco anos de existência. O tempo voa!

Ao longo destes cinco anos, foram publicados mais de dois mil artigos, que mereceram mais de duzentas mil visitas!

Nela colaboraram, desde a sua criação, quase trinta pessoas [1], a quem muito agradeço o empenho e o tempo que dispensaram à escrita!

Chegou, pois, a altura de ter um nome próprio. Não que «ruadaconstituicao.wordpress.com» fosse um mau nome. Mas «ruadaconstituicao.blog» é mais maneirinho e é, por isso, desde hoje, o endereço da «Rua da Constituição».

O endereço muda, mas tudo o resto fica na mesma — ou, se mudar, será para melhor…

Categorias
Editorial

Acuso a chegada de 2018

Por Gustavo Martins-Coelho


Chegou 2018 e, com ele, uma nova coluna: «Eu acuso» [1].

A razão desta coluna é óbvia. Já em 2014 [2] eu clamava a impreterível necessidade de nos indignarmos perante a fraude: que paremos de aceitar complacentemente a fuga ao fisco; que paremos de criticar o subordinado incompetente na sua ausência, o confrontemos directamente com as suas limitações e o ajudemos a colmatá-las ou tenhamos a coragem de lhe explicar que não foi talhado para aquela função e que terá de encontrar outra que mais se lhe adeque; que as penalizações previstas na lei sirvam para punir, efectivamente, os faltosos e não como arma de arremesso contra os ódios pessoais; que denunciemos os crimes — grandes e pequenos — a que assistimos; que quem rouba uma câmara municipal não seja eleito seu presidente; que, quando vamos jantar com os amigos, o serão não inclua aplaudir as histórias rocambolescas de quem fez mundos e fundos à margem da lei. Em suma, que a mentalidade deixe de ver o mal em ser apanhado e passe a ver o mal onde ele realmente está: em prevaricar.

O nome desta coluna também é óbvio [3]: é preciso acusarmos quem erra e quem prevarica e é preciso fazê-lo sem medo e nominalmente. É preciso indignarmo-nos com a selvajaria.

A Sofia fá-lo-á por todos nós.

Categorias
Editorial

Um efe

Por Gustavo Martins-Coelho


Dizem que Portugal são três efes: fado, futebol e Fátima [1]. Ou, pelo menos, era, noutros tempos.

Por cá [2], queremos um blogue ecléctico [3], o que significa abri-lo a um leque de temas tão diversificado quanto possível, do qual não excluímos nem o fado, nem o futebol, nem Fátima. Assim tivéssemos colunistas dispostos a pegar nos três temas e noutros tantos!

Já aqui [4] se falou de desporto, mas, depois da partida do Carlos [5] para outras ruas, ficámos sem esse tópico na lista de assuntos abordados na Rua da Constituição [2].

Até hoje.

O Fábio aceitou o meu convite para integrar o painel de colunistas, escrevendo semanalmente, a partir de hoje, sobre os tópicos quentes do desporto nacional, com particular ênfase no futebol e nos ditos «três grandes», numa nova coluna intitulada «Ler a bola».

Um efe já está.