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O regresso do Muro das Lamentações

Por Gustavo Martins-Coelho

Como referi na breve história [1] do caminho que me trouxe até à «Rua da Constituição», esta é a digna herdeira dum outro blogue, «O Muro das Lamentações», que mantive activo durante quase sete anos.

Com a actual colaboração do meu querido amigo Hélder nesta aventura, através da sua coluna própria [2], e já planeando futuras aventuras a anunciar brevemente, justifica-se, a meu ver, a reorganização do blogue, de forma que também eu tenha a minha própria coluna. E que nome seria mais apropriado para o meu espaço na «Rua…» do que recuperar o nome do meu primeiro blogue!? Pois assim decidi fazer e, assim, a «Rua da Constituição» passa a estar organizada por colunas e respectivos colunistas: o Hélder escreve nas «Crónicas Altitude» [2], eu escrevo n’«O Muro das Lamentações» [3] e os textos sobre o blogue e outros aspectos práticos, tais como este, passam a pertencer à secção «Editorial» [4].

Resta-me agradecer aos leitores que nos têm acompanhado neste quase um ano de blogue e prometer novidades a curto prazo.

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Editorial

Uma colaboração muito especial

Por Gustavo Martins-Coelho

Por vezes, as boas ideias surgem de forma inesperada e fora do contexto. À conversa com um grande amigo, disse-lhe, mais ou menos sem ligação nenhuma ao que vínhamos falando:

— Surgiu-me agora uma ideia maluca: não queres publicar as tuas crónicas no meu blogue?

Esperava que ele me colocasse no meu lugar com um não rotundo, mas, afinal, respondeu-me:

— Bom, se tu achas que podem vir a propósito, eu faço-tas chegar.

Assim nasceu uma colaboração inesperada, que muito me alegra, visto que a opinião do Hélder me é sempre bem-vinda. Além do mais, é uma opinião avalizada pelo eco que tem junto da comunicação social — o Hélder tem um espaço quinzenal na Rádio Altitude [1], a rádio local mais antiga de Portugal. O novo espaço que terá na «Rua da Constituição», que aqui anuncio com imensa satisfação, pela mais-valia que traz a este blogue, consistirá precisamente no registo escrito dessas crónicas.

Deste modo, em cada Sábado teremos, alternadamente, a publicação duma nova crónica emitida na Sexta-feira anterior na Rádio Altitude e a reedição de crónicas passadas (e talvez revistas) nas semanas em que não haja difusão radiofónica duma nova crónica.

Termino este curto anúncio agradecendo ao Hélder por ter aderido sem pensar duas vezes à minha «ideia maluca» e desejando ao estimado leitor boas leituras.

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Sobre a «Rua da Constituição»

Por Gustavo Martins-Coelho

A minha história na blogosfera começou em Março de 2003, com um blogue chamado «O Muro das Lamentações». Esse blogue começou por ser o repositório dalgumas impressões pessoais sobre diversos temas, algumas das quais estão reeditadas ou actualizadas na «Rua da Constituição».

Entretanto, o papel do «Muro…» foi evoluindo: a partir de 2006, passou também a ser uma espécie de diário pessoal, onde verti certos pensamentos, ideias, frases… Progressivamente, fui-lhe acrescentando música, fotografias, etc.

Em 2007, criei um fórum, a «Ágora Lusitana», para onde transferi a parte «séria» do «Muro das Lamentações», restando neste a parte mais pessoal e informal. A ideia, nessa altura, era fazer da «Ágora…» um ponto de debate político e deixar no «Muro…» a súmula da minha opinião, incluindo as contribuições para a sua construção recebidas nesses debates. A prática não resultou como idealizado e quer o blogue quer o fórum acabaram por cair um pouco no esquecimento. Ainda assim, o «Muro das Lamentações» manteve-se activo até Fevereiro de 2010.

Durante algum tempo, tive um outro blogue, o «Blogue do Domingo», que assumiu a função inicial do «Muro…» como repositório de opiniões a respeito de certos tópicos que suscitaram o meu interesse; foi, contudo, uma curta experiência de poucos meses.

A «Rua da Constituição» é a digna herdeira do «Muro das Lamentações» e do «Blogue do Domingo». Como já referi, alguns dos textos originalmente publicados nesses dois blogues estão reproduzidos neste, outros servem de base a versões mais completas ou actuais aqui publicadas.

Em jeito de aviso, concluo notando que a «Rua da Constituição» não tem preocupações de nenhuma índole, para além de honestidade intelectual, mesmo que esse desprendimento possa implicar alguma falta de correcção política. O objectivo principal é suscitar o debate, pelo que comentários conducentes a uma discussão profícua de ideias são bem-vindos. Outro género de comentários, em princípio, é dispensável.

Em última análise, meço o sucesso da «Rua da Constituição» pela capacidade de me fazer, bem como aos leitores dos meus artigos, fechar a janela com o sentimento de que as suas e as minhas ideias já não são exactamente iguais às que tínhamos antes da sua passagem por aqui.