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Perspectivas em Saúde

Sobre o Plano de Melhoria da Resposta do Serviço Nacional de Saúde

Por Gustavo Martins-Coelho


Isto são tantas coisas a acontecer, em matéria de saúde, que uma crónica semanal não basta, para as comentar a todas — e ainda falta tanto para acabar com as medicinas pré-científicas [1]!…

Para esta semana, escolhi um tema que já vem um bocadinho tarde, mas não muito: o Plano de Melhoria da Resposta do Serviço Nacional de Saúde, publicado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 198/2019, de 27 de Dezembro último [2].

Ora, em que consiste este plano? Numa frase, em atirar dinheiro para cima dos problemas: oitocentos milhões de euros para corrigir a sub-orçamentação crónica do SNS; 190 milhões de euros para investimento; quatro milhões de euros para «incentivos institucionais»; cem milhões de euros para «pagamento pelo desempenho»; e 550 milhões de euros para pagamentos em atraso.

A isto, acrescem ainda 8.400 novos profissionais, assim, por junto e atacado. Se serão médicos, enfermeiros ou outra coisa qualquer, há-de se ver…

Ora bem: atirar dinheiro para cima dos problemas, em geral, não os resolve.

Mas vamos por partes! Incentivos institucionais e pagamento pelo desempenho são duas formas de dizer praticamente a mesma coisa. A principal diferença é que os incentivos institucionais se aplicam às unidades de saúde familiar e pagamentos pelo desempenho são na área hospitalar. Ou seja: são quatro milhões para os cuidados de saúde primários e cem milhões para os hospitais… Mais alguém nota aqui um certo desequilíbrio? De resto, estes modelos de financiamento já existem há mais de dez, quinze anos, pelo que, se, até agora, não salvaram o SNS, não sei se é agora que o vão fazer…

Suprir pagamentos em atraso também não é novidade: acontece todos os anos, fruto da sub-orçamentação. Como o orçamento diz uma coisa, mas toda a gente sabe que se vai gastar outra, é preciso depois injectar mais dinheiro, para pagar a despesa que não estava orçamentada, mas aconteceu. Também não é uma medida nova; o que é novo é o aumento da dotação orçamental ab initio, para corrigir a sub-orçamentação. Isto é importante, pois permite devolver a capacidade negocial às entidades do SNS, que lhes é retirada pelas dívidas.

O orçamento anual do SNS é de dez mil milhões de euros, mais coisa, menos coisa. 190 milhões para investimento, vista esta proporção, parece pouco, não?

O resto do Plano de Melhoria da Resposta do SNS chega a ter partes quase enternecedoras. Por exemplo, garantir que todos os hospitais têm contratos de gestão, planos de actividades e orçamento; e fazer depender os prémios de gestão de existirem esses documentos e de não existirem pagamentos em atraso. Isto não será — como dizer — o princípio basilar da gestão?…

Ou outra: promover uma avaliação sistémica da organização do tempo de trabalho dos profissionais do SNS com vista à melhoria do planeamento de necessidades e da eficiência da sua gestão; tudo isto feito — diz a Resolução — pela ministra da saúde. Não deveria a gestão cuidadosa da organização do tempo de trabalho ser uma função dos gestores hospitalares e dos directores executivos dos agrupamentos de centros de saúde?

Além disso, nem uma palavra para a lei geral do trabalho em funções públicas. Na minha experiência pessoal, alguns preceitos aí plasmados são, não raras vezes, um entrave a uma boa organização do tempo de trabalho no SNS (e calculo que noutras áreas da função pública também).

Não se fala, em todo o Plano, das unidades locais de saúde. A coisa mais próxima de que se fala é da avaliação da rede de cuidados hospitalares e da integração de cuidados e partilha de responsabilidade entre os diferentes níveis de prestação de cuidados. Por muito que se partilhem responsabilidades e se integrem cuidados entre centros hospitalares e agrupamentos de centros de saúde, as unidades locais de saúde são o modelo ideal para dar resposta a este desafio. Os norte-americanos, que não são, em geral, exemplo para ninguém em matéria de saúde, já descobriram isto nos anos noventa do século passado!

Também não se fala do papel da saúde pública. Quem tem as ferramentas ideais para, a nível local, regional e nacional, desenhar as soluções mais adequadas para se obter ganhos em saúde, seja através da introdução de medidas preventivas, seja através da optimização dos processos curativos e de reabilitação, são os serviços de saúde pública, através da metodologia do planeamento em saúde.

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Perspectivas em Saúde

Os médicos ganham muito dinheiro?

Por Gustavo Martins-Coelho


Volta e meia, alguém diz ou escreve que os médicos ganham muito dinheiro. Mas será mesmo assim?

Vou falar um pouco da minha experiência.

Em Portugal, falar de dinheiro é quase pecado. Perguntar a alguém quanto ganha é considerado indelicado. No entanto, uma parte não despicienda dos salários são públicos, visto que as tabelas salariais da função pública são, efectivamente, públicas.

Sendo eu funcionário público, o valor do meu salário é o tabelado para a minha categoria profissional, sendo por isso do conhecimento público.

Recentemente, conheci o caso duma pessoa que ganha, actualmente, o salário mínimo — €635.

Na sua visão, alguém que ganha quase três vezes mais do que ela, como é o meu caso, ganha muito dinheiro. Mas é mesmo assim? Não há diferenças, entre nós, que justifiquem essa diferença salarial?

Há, sim!

Comecemos pelas qualificações.

Essa pessoa é da minha idade e tem o ensino obrigatório, que, no meu tempo, era o nono ano. Portanto, estudou nove anos.

Eu estudei mais três anos no secundário e seis na faculdade — dezoito anos, no total.

A dita pessoa fez uma formação de seis meses, antes de começar a trabalhar, recebendo uma pequena comparticipação do Instituto do Emprego e Formação Profissional.

Eu fiz cinco anos de internato médico, até me tornar especialista e poder entrar na carreira médica do Serviço Nacional de Saúde.

Resumindo: a pessoa em causa tem nove anos e meio de formação; eu tenho 23. Se aplicarmos uma regra de três simples, só a diferença em termos de formação justificaria que eu ganhasse €1537 por mês.

Mas, além da duração da formação, há ainda a intensidade da formação. A pessoa de quem tenho falado acabou o nono ano com média de 3; eu acabei com média de 5; e acabei o secundário com média de 20. Esta diferença de rendimento escolar resulta, em grande parte, duma diferença no nível de esforço académico, o qual deve também ser recompensado.

Mantendo a regras de três simples e multiplicando este factor de ponderação qualitativo pela duração da formação, o salário que eu deveria auferir é €2562.

Mas não basta falar das qualificações; há que falar também das diferentes características dos empregos de cada um.

Falemos, concretamente, do diferente nível de complexidade e responsabilidade das duas profissões que nós desempenhamos. Mais complexidade e responsabilidade devem reflectir-se em mais salário — digo eu. Este é um ponto mais subjectivo, mas creio que não estou a exagerar, se disser que o nível de complexidade e responsabilidade dum acto médico é três ou quatro vezes maior do que o dum registo de caixa num supermercado (que é a profissão da pessoa de quem tenho estado a falar). Aplicando este factor de ponderação às contas que já tinha feito, resulta que um médico deveria ganhar mais de €7000.

Nem no topo da carreira isso acontece; e já nem vou discutir se esta diferença deveria ser antes ou depois de impostos…

Mas vou concluir, recomendando que pensem duas vezes antes de falar, todas as pessoas que acusam os médicos de ganhar muito dinheiro.

Dito isto, vamos falar do objecto do dia, que hoje é o microchip.

Os circuitos integrados em semicondutores são uma parte essencial dos computadores, telemóveis e numerosos outros dispositivos do mundo moderno. O microchip tornou possível analisar bases de dados extremamente grandes — aquilo que se chama comummente big data — um processo que teria sido impossível, ou muito mais demorado, há apenas uma geração. Este tipo de análise fornece aos profissionais de saúde pública informação estatística que permite tomar decisões informadas mais rapidamente. De facto, o microchip e a tecnologia digital que ele suporta levaram a um novo campo profissional: a informática de saúde pública. Os seus profissionais estudam a aplicação das tecnologias digitais de informação na detecção de padrões, tendências e associações que permitam identificar, gerir e prevenir doenças.

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Perspectivas em Saúde

Coronavírus

Por Gustavo Martins-Coelho


Acho que não é surpresa para o leitor que a crónica de hoje seja sobre o coronavírus…

Anda nas bocas do mundo; foi declarado, pela Organização Mundial da Saúde, emergência global de saúde pública [1]; mas, afinal, o que é um coronavírus?

É uma família de vírus que causam doenças respiratórias no ser humano, desde resfriados a pneumonias. O grau de gravidade varia com as características específicas de cada tipo de vírus — há uns mais agressivos do que outros — e com as características da pessoa que adoece — há pessoas mais resistentes à infecção e outras que, por diversos motivos, se encontram mais debilitadas e mais susceptíveis.

Este coronavírus, tal como os restantes da sua família, pode causar sintomas leves, como febre, tosse e falta de ar, mas pode também, em casos mais graves, causar pneumonia grave e até a morte.

Este novo tipo de coronavírus foi identificado pela primeira vez em Janeiro deste ano na China, tendo desencadeado um surto na cidade de Wuhan. Entretanto, já afectou todas as províncias chinesas e espalhou-se por mais 24 países, tendo afectado mais de 17.000 pessoas, das quais 21 na União Europeia (e mais duas no Reino Unido, que já não faz parte; nenhuma em Portugal, felizmente) [2].

A fonte onde teve origem o surto é ainda desconhecida, assim como a via de transmissão, embora se saiba que é possível uma pessoa transmitir a outra. No entanto, desde que se tomem as precauções adequadas — tais como evitar contacto próximo com doentes; lavar frequentemente as mãos e sempre que se assoar, espirrar ou tossir; evitar contacto desprotegido com animais selvagens ou de quinta; tapar o nariz e a boca (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos) quando se espirra ou tosse e deitar o lenço no lixo — desde que se tomem estas medidas, o risco é baixo.

Não existe vacina, nem tratamento específico. O tratamento é dirigido aos sinais e sintomas apresentados.

Dito isto, como mensagem final, apenas posso pedir que, se tiver dúvidas ou simplesmente curiosidade sobre esta matéria, se informe e não se deixe desinformar. Só nos últimos três dias, recebi três mensagens, via WhatsAppFacebook, contendo informação errada ou confusa sobre o coronavírus, que apenas contribui para espalhar o pânico e em nada ajuda a resolver o problema. Lembre-se: existe uma Organização Mundial da Saúde [3], existe um Centro Europeu de Controlo de Doenças [4] e existe uma Direcção-Geral da Saúde [5] e todos eles têm páginas com informação sobre o coronavírus [6, 7, 8].

Para terminar, o objecto do dia, hoje, está relacionado com isto dos surtos. É uma aldeia britânica, chamada Eyam.

Nesta aldeia, no Outono de 1665, chegou uma encomenda de tecidos de Londres, cheia de pulgas, que traziam consigo a bactéria da peste bubónica. À medida que as mortes se sucediam, o vigário da igreja da aldeia, William Mompesson, reuniu os aldeões e pediu-lhes que fizessem voluntariamente quarentena, para impedir a infecção de se espalhar. Estes concordaram e mantiveram a sua palavra, ainda que famílias inteiras tenham morrido.

Quando o surto terminou, no final de Novembro desse ano, tinham morrido 260 pessoas em Eyam, incluindo a mulher do vigário. Foi mais de metade da população.

Mas as vidas que eles salvaram, nas aldeias e vilas à volta, cifraram-se certamente na casa dos milhares.

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Escolha Saudável

Quais as bolachas digestivas mais saudáveis?

Por Gustavo Martins-Coelho


Veja aqui quais as bolachas digestivas mais saudáveis.

■■■■■■■■■■■■■■■ | Categoria 1 | Os mais saudáveis

Não há produtos nesta categoria.

■■■■■■■■■■■■■■ | Categoria 2 | Consumir com moderação

Não há produtos nesta categoria.

■■■■■■■■■■■■■ | Categoria 3Consumir com moderação

Bolacha Digestiva Diet Nature Gullón

■■■■■■■■■■■■ | Categoria 4 | Consumir com moderação

Bolachas Digestive sem Glúten Gullón

■■■■■■■■■■■ | Categoria 5Consumir com moderação

Bolachas Avenacol Digestiva Cuétara

■■■■■■■■■■ | Categoria 6 | Evitar

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■■■■■■■■■ | Categoria 7 | Evitar

Não há produtos nesta categoria.

■■■■■■■■ | Categoria 8 | Evitar

Bolacha Mini Digestiva com Canela sem Açúcar Triunfo
Bolachas Digestive Aveia Gullon

■■■■■■■ | Categoria 9 | Evitar

Bolacha Digestive Integral McVitie’s
Bolachas Digestive Aveia/Chocolate Gullon
Bolachas Digestive Aveia e Laranja Gullon
Bolacha Digestive Muesli Gullón
Bolacha Digestiva Thins Gullón
Bolachas Digestive Tadicional Doses Individuais Vieira
Bolachas Digestiva Artiach
Bolacha Digestiva Chia Biológica Gullón
Bolacha Digestiva Aveia e Chocolate Biológica Gullón

■■■■■■ | Categoria 10 | Evitar

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■■■■■ | Categoria 11 | Evitar

Bolacha Digestiva Chocolate Gullón
Bolachas Digestivas sem Açúcar Vieira

■■■■ | Categoria 12 | Evitar

Bolachas Digestive To Go Mcvitie’s
Bolachas Digestive Original McVitie’s
Bolacha Integral Digestive Aveia Triunfo
Bolacha Digestive Go Triunfo
Bolachas Digestivas Aveia Go Saquetas Triunfo
Bolachas Digestivas Doses Individuais Vieira
Bolachas Digestivas Nacional

■■■ | Categoria 13 | Evitar

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■■ | Categoria 14 | Evitar

Bolacha Digestiva Aveia HobNobs McVitie’s
Bolachas Digestive Chocolate Preto McVitie’s
Bolacha Digestive Nibbles Chocolate de Leite McVitie’s
Bolachas Avena Choc Chips McVitie’s
Bolachas Digestivas Thins Chocolate Negro McVitie’s
Bolachas Thins Chocolate de Leite McVitie’s
Bolachas Digestive To Go Chocolate de Leite McVitie’s
Bolachas Digestive To Go Chocolate Negro McVitie’s
Bolacha Digestive Maçã Triunfo
Bolachas Digestive Go Chocolate Saquetas Triunfo
Bolachas Digestive Go Canela Triunfo
Bolachas Digestivas Continente
Bolachas Digestivas Chocolate Continente
Bolachas Digestivas Finas Chocolate Leite Triunfo
Bolachas Digestivas Finas Chocolate Preto Triunfo

 | Categoria 15 | Evitar

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Escolha Saudável

Quais as bolachas de arroz ou milho mais saudáveis?

Por Gustavo Martins-Coelho


Veja aqui quais as bolachas de arroz ou milho mais saudáveis.

■■■■■■■■■■■■■■■ | Categoria 1 | Os mais saudáveis

Crackies Arroz Integrais Biológicas Caçarola
Crackies Milho sem Sal Caçarola
Galetes Milho sem Sal Finíssimas Salutem
Tortita de Arroz Bio sem Glúten Gullón
Tortita de Milho Bio sem Glúten Gullón
Tortitas de Arroz Integral sem Glúten Bio Rude Health

■■■■■■■■■■■■■■ | Categoria 2 | Consumir com moderação

Galletes Quinoa Bio sem Glúten Fiorentini
Galletes de Milho Bio sem Glúten Fiorentini
Galletes de Chia Bio sem Glúten Fiorentini
Crackies Milho com Sal Caçarola
Tortitas Milho sem Glúten Diet Radisson
Tosta Arroz / Milho sem Glúten Diet Radisson
Galetes Arroz com Sal Finíssimas Salutem
Galete Milho Biológica Salutem
Galetes Milho com Sal Finíssimas Salutem
Galetes Arroz sem Sal Finíssimas Salutem
Tortitas Milho Multicereais Continente Equilíbrio
Galetes de 3 Cereais Bio sem Glúten Lima
Mini Galete Milho Área Viva

■■■■■■■■■■■■■ | Categoria 3Consumir com moderação

Tortita Milho Barbecue Bicentury
Crackies Arroz Integrais com Sal Caçarola
Tortitas Arroz Integrais Quinoa sem Glúten Diet Radisson
Tortitas Aveia, Quinoa e Linhaça Gullón
Tortitas Arroz Quinoa Vermelha Continente Equilíbrio

■■■■■■■■■■■■ | Categoria 4 | Consumir com moderação

Nackis Milho Cogumelos, Trufas e Parmesão Bicentury
Nackis Milho de Tomate e Azeite Bicentury

■■■■■■■■■■■ | Categoria 5Consumir com moderação

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■■■■■■■■■■ | Categoria 6 | Evitar

Mini Nackis Milho Bicentury
Nackis milho sem glúten Bicentury
Tortita de Milho Bicentury

■■■■■■■■■ | Categoria 7 | Evitar

Snack de Arroz e Alecrim Bio sem Glúten Fiorentini

■■■■■■■■ | Categoria 8 | Evitar

Mini Nackis Pop Corn Bicentury
Mini Nackis Receita Mediterrânea Bicentury
Nackis Milho de Queijo e Manjericão Bicentury
Tortitas Mini com Queijo Ibérico Bicentury
Mini Snack Quinoa Bio Sem Glúten Fiorentini
Snack de Arroz e Azeite Bio sem Glúten Fiorentini
Tortitas de Milho com Chocolate Negro sem Açúcar Gullón

■■■■■■■ | Categoria 9 | Evitar

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■■■■■■ | Categoria 10 | Evitar

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■■■■■ | Categoria 11 | Evitar

Nackis Arroz Chocolate Negro, Laranja e Flor de Azahar Bicentury
Tortitas Chocolate Azahar com Pedaços Laranja Bicentury

■■■■ | Categoria 12 | Evitar

Tortitas de Aveia, Arroz e Chocolate Gullón

■■■ | Categoria 13 | Evitar

Bolachas Arroz Integral com Iogurte Bicentury
Nackis Arroz Chocolate Branco, Limão e Coco Bicentury
Tortitas Arroz com Chocolate de Leite e Pedaços de Avelã Bicentury
Tortitas Chocolate com Avelã Bicentury
Tortitas de Chocolate com Pedaços Coco e Limão Bicentury
Tortitas de Chocolate Branco e Frutos Vermelhos Bicentury
Tortita Arroz Chocolate Negro Coco sem Glúten Diet Radisson
Tortitas Milho com Chocolate Leite Sem Glúten Diet Radisson

■■ | Categoria 14 | Evitar

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Perspectivas em Saúde

Bom 2020!

Por Gustavo Martins-Coelho


A crónica de hoje vai ser rápida.

Para o objecto do dia, escolhi a cadeira de escritório.

Conta-se que Charles Darwin prendeu rodas às cadeiras, para se conseguir mover rapidamente entre os espécimes que estava a analisar. Hoje, contudo, a cadeira de escritório está mais associada aos males do estilo de vida sedentário. De acordo com os estudos, a cadeira de escritório pode estar a prejudicar a nossa saúde, através do aumento do risco de morte por doença cardiovascular e cancro. Os investigadores dizem que é necessário encontrar formas de reduzir o tempo que passamos sentados, pois isso pode reduzir o nosso risco de doença.

Já não basta ir para o ginásio, é também preciso passar menos tempo sentado durante o resto do dia. Com o início do novo ano, esta pode bem ser uma boa resolução de ano novo!

Dito isto, não podia deixar passar a grande notícia da semana passada: o alargamento do Programa Nacional de Vacinação [1]. As vacinas, nunca é demais dizê-lo, fizeram, sozinhas, mais pela saúde e pela longevidade das pessoas do que todas as restantes práticas médicas juntas.

Não podia também deixar passar a notícia da agressão a uma médica no Hospital de Setúbal [2]. Como diria o senhor deputado André Ventura: vergonhoso! E deve ser apenas nisto que ambos estamos de acordo.

Como disse que seria, a crónica de hoje foi rápida. Resta-me desejar um bom 2020 e prometer que cá continuarei, sempre apresentando as minhas perspectivas em saúde [3].

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Perspectivas em Saúde

Notas sobre o I Congresso Nacional dos Médicos de Saúde Pública

Por Gustavo Martins-Coelho


De vez em quando, apetece-me variar; e, então, começo pelo objecto do dia, em vez de o guardar para o fim. Hoje, são as cápsulas de café.

Na actualidade, são muitas as pessoas que tomam café de cápsula, seja Nespresso, Dolce Gusto ou outras marcas — passe a publicidade! A maioria destas cápsulas acaba em aterros sanitários, porque não são recicláveis nem biodegradáveis. Diz que a quantidade de cápsulas produzidas num único ano, se colocadas em fila umas a seguir às outras, dariam várias voltas ao globo terrestre. É necessário produzir cápsulas recicláveis, ou o meio ambiente não aguentará.

Claro que as cápsulas de café não são o único produto que dá prioridade à comodidade do consumidor em detrimento da protecção ambiental. Mas a lista de tais produtos deveria estar a encurtar, não a aumentar…

Fechado este intróito, quero hoje falar sobre o I Congresso Nacional dos Médicos de Saúde Pública [1], que teve lugar no Centro de Congressos de Aveiro, nos passados dias nove e dez, e no qual eu tive a grande honra e satisfação de participar, não só para ouvir os ilustres palestrantes que estiveram presentes, mas também como co-autor dum trabalho sobre a sazonalidade da gripe e como membro da comissão organizadora. Foi, para mim, uma enorme satisfação aprender com pessoas especializadas nos diversos assuntos tratados e um prazer enorme colaborar com pessoas tão diligentes na organização deste evento.

O programa do congresso girou em torno do tema geral: «O papel do médico de saúde pública no século XXI» e estruturou-se segundo quatro das dez operações essenciais de saúde pública definidas pela Organização Mundial da Saúde [1]: vigilância da saúde e do bem-estar da população; monitorização e resposta a perigos ambientais e emergências; governança para a saúde e o bem-estar; e estrutura organizacional e financiamento sustentáveis.

Cada sessão plenária tratou uma destas operações essenciais. Na primeira, foi destacado o papel dos planos locais de saúde como ferramentas para a implementação do Plano Nacional de Saúde; e foi apresentado o exemplo do Centro de Epidemiologia Hospitalar do Centro Hospitalar Universitário de São João no apoio à resposta a necessidades actuais e futuras de melhoria da prestação de cuidados de saúde. Na segunda, foi discutido o impacto das alterações climáticas na saúde pública, devido não só ao aumento da temperatura média, mas também da sua variância, com a ocorrência de temperaturas extremas, e a alteração do padrão de distribuição dos animais que servem de vectores de transmissão de doenças. Na terceira, foram salientados aspectos como a importância do uso responsável de medicamentos, como modo de optimizar os recursos cada vez mais escassos perante o envelhecimento da população, a importância da arquitectura urbana e residencial para a saúde, incluindo a saúde mental, e ainda a importância dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável para a acção das autarquias. Finalmente, na última sessão plenária, foi explicitado o que os médicos de saúde pública esperam da contratualização e salientada a desadequação de uma contratualização anual, visto que, em saúde pública, são centrais os ganhos em saúde a médio e longo prazo.

Houve ainda tempo para a apresentação dum projecto de investigação sobre a vacina antipneumocócica, a realizar em colaboração com a Pfizer Vaccines, e para a reunião dos grupos de trabalho da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública [2] nas áreas da Vacinação, Sistemas de Informação em Saúde Pública, Contratualização em Saúde Pública, Organização de Serviços de Saúde Pública e Controlo e Prevenção de Tabagismo.

O Congresso contou ainda com a presenta de ilustres personalidades nas sessões de abertura e de encerramento, nomeadamente o Vereador da Saúde da Câmara Municipal de Aveiro, a Directora-Geral da Saúde, o Bastonário da Ordem dos Médicos e o Secretário de Estado da Saúde.

Mais haveria para dizer, mas o tempo escasseia e, por isso, termino com o meu enorme agradecimento à Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública [2], que tornou possível esta reunião, e deixo os meus votos de que esta iniciativa tenha continuidade por muitos e bons anos!

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Perspectivas em Saúde

Diz que há falta de pediatras

Por Gustavo Martins-Coelho


Diz que há falta de pediatras no Hospital Garcia de Orta [1]. Ou melhor, diz que a Ministra resolveu o problema da falta de pediatras no Garcia de Orta.

Vamos lá ver: as primeiras notícias sobre o encerramento da urgência (e não «urgências», pelo amor de Deus!) — da urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta datam de há precisamente um mês [2]. Seria de esperar que, no espaço de um mês, o Ministério da Saúde tivesse tirado um coelho qualquer da cartola e resolvido o problema, não? Nem que fosse a pagar quinhentos euros à hora a qualquer pediatra que aceitasse fazer umas noites no Hospital Garcia de Orta (lembra-se o leitor de quando a Ministra da Saúde afirmou que pagaria quinhentos euros à hora a um anestesista que aceitasse ficar de serviço na Maternidade Alfredo da Costa [3]? Está quase a fazer um ano, esse despautério…)!

Bem, o Ministério tirou um coelho da cartola, tirou, e a nós deu-nos foi uma chapelada: em vez de encontrar pediatras para a urgência do Garcia de Orta, fechou a urgência por falta de pediatras [1]. É uma forma de resolver o problema, de facto: se não houver hospitais, não há falta de médicos…

O problema nem é só em Almada. Há coisa de um mês, a TVI noticiava também a ausência de pediatra na urgência do Hospital de Chaves, durante a noite [4].

Enfim, estamos a entrever, finalmente, o resultado de trinta anos de péssimas políticas de gestão da população médica deste país. É um absoluto desastre, que, parafraseando o célebre primeiro-ministro que guiou o Reino Unido durante a II Guerra Mundial, só se resolve com muito sangue, suor e lágrimas.

Mas tudo começa com o Governo a perceber exactamente a multiplicidade de causas do problema que tem em mãos — porque, nesta altura do campeonato, o Governo nem isso sabe.

O estado de coisas é tão triste que mais vale passar ao objecto do dia, que, para hoje, é a água engarrafada.

Beber água é uma forma saudável de hidratar o nosso corpo, muito preferível às bebidas açucaradas, nomeadamente os refrigerantes, de que falei na crónica passada [5].

Em Portugal, à semelhança do que se passa noutros países, as vendas de água engarrafada crescem continuamente, apesar de se poder aceder à água da torneira por um preço muito inferior. Em 2010, os Portugueses beberam perto de mil milhões de litros de água engarrafada, quase o dobro do que consumiram dez anos antes [6].

Uma das razões é que as pessoas não confiam na qualidade da água da rede pública. Muitas vezes não gostam do sabor. Mas o sabor, normalmente, significa que está bem desinfectada. Não saber a desinfectante é que preocupante! Aliás, sabe qual é a concentração máxima de desinfectante que pode haver na água? É aquela a partir da qual as pessoas se começam a queixar do sabor, porque, em termos de riscos para a saúde, não há.

O mesmo é verdade para a turvação. As pessoas também desconfiam da água turva, mas, mais uma vez, não há riscos para a saúde, se a água não for cristalinamente transparente…

Aliás, alguém disse — e eu concordo — que é um triste sinal da sociedade em que vivemos, que um bem essencial à vida, como é a água, tenha sido transformado num produto transaccionável e de marca. Mas, filosofia política à parte, as garrafas de água são um problema. Mesmo com a reciclagem, a maior parte das garrafas de água acabam em aterros. O seu fabrico e transporte também deixa uma pegada de carbono considerável.

Portanto, qual o lado bom da garrafa de plástico? Se for reutilizável, é uma forma prática de levar água consigo, para beber sempre que precisar; e, em situações de desastre natural ou comprometimento do fornecimento, a água engarrafada pode ser a única alternativa de acesso a água potável.

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Noutras Ruas

O ambientalista simplório

Nota do editor: este artigo é um resumo do texto de Luís Ribeiro, publicado na «Visão» [1]


O ambientalista simplório quer acabar com os combustíveis fósseis, mas não quer barragens, porque destroem ecossistemas, nem eólicas, porque estragam paisagens, nem energia nuclear, porque produz lixo radioactivo.

Quer florestas, mas sem eucaliptos. Quer dizer a cada proprietário o que plantar e obrigá-lo a tratar do terreno, num serviço gratuito, para benefício da sociedade.

O ambientalista simplório grita: «oiçam os cientistas: estamos a destruir o planeta.» Mas, quando os mesmos cientistas dizem que «os transgénicos não fazem mal», o ambientalista simplório berra que «estão a soldo das multinacionais.»

O ambientalista simplório quer agricultura biológica, mas esquece-se de que tudo são químicos e de que a agricultura biológica precisa de mais espaço para produzir a mesma quantidade que a agricultura industrial — e que esse espaço significa desflorestação.

Quer que toda a gente se torne vegetariana e acabar com a produção animal, mas ignora que, sem produção animal, o fertilizante terá de ser artificial e «Deus nos livre dos químicos!»

Quer acabar com os jardins zoológicos, porque os animais não podem estar em cativeiro — excepto se forem gatos e cães: esses podem viver trancados num apartamento.

O ambientalista simplório é contra o desperdício alimentar, mas não quer conservantes nem nada que seja feito com restos de comida.

O ambientalista simplório só cozinha com azeite, mas vocifera contra os olivais intensivos.

O ambientalista simplório chora a morte de cada rinoceronte e tigre, mas defende a medicina tradicional chinesa, causadora da perseguição a rinocerontes e tigres, com cujos cornos e ossos faz pós milagrosos — porque as medicinas alternativas são naturais e o que é natural é bom (desde que não seja sal, cogumelos venenosos, arsénio, amianto, mercúrio, antraz, urtigas, malária, raios ultravioletas, etc.).

O ambientalista simplório faz campanhas para que se coma «fruta feia», mas ignora que os tomates e as maçãs disformes se transformam em ketchup, sumos e outros produtos.

O ambientalista simplório quer comer peixe, mas não do capturado no mar, porque a pesca não é sustentável, nem de aquacultura, porque tem antibióticos.

O ambientalista simplório quer que haja mais carros eléctricos nas estradas, mas é contra a prospecção de lítio, essa fonte de poluição do ar, dos solos e das águas, e faz a sua luta nas redes sociais, usando o seu telemóvel com bateria de lítio.

Há um certo tipo de ambientalista que quer sol na eira e chuva no nabal. Que não aceita menos do que um mundo perfeito. Um mundo que não existe.

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Escolha Saudável

Qual o iogurte líquido mais saudável?

Por Gustavo Martins-Coelho


Veja aqui qual o iogurte líquido mais saudável.

Categ. 1 ■■■■■■■■■■■■■■■

Os mais saudáveis

Iogurte Líquido Smoodi Manga & Chia Yoggi

Iogurte Líquido Smoodi Maracujá & Chia Yoggi

Categ. 2 ■■■■■■■■■■■■■■

Consumir com moderação

Iogurte Líquido Cremoso Bolacha Continente

Iogurte Líquido Morango/Banana Continente

Iogurte Líquido Morango Continente

Iogurte Líquido Frutos Vermelhos Continente

Iogurte Líquido Tutti Fruti Continente

Iogurte Líquido Pinacolada Continente

Iogurte Líquido Frutos Tropicais Continente

Iogurte Líquido Baunilha Continente

Iogurte Líquido Lima/Limão Continente

Iogurte Líquido Banana Continente

Iogurte Líquido Melão/Melancia Continente

Iogurte Líquido Framboesa Continente

Iogurte Líquido Lima e Coco Continente

Iogurte Líquido Pêssego/Maracujá Continente

Iogurte Líquido Natural Açucarado Continente

Iogurte Líquido Maçã, Beterraba e Laranja Continente

Iogurte Líquido Ananás e Gengibre Continente

Bifidus Magro Líquido Activia Infusion Mirtilo e Menta Danone

Bifidus Magro Líquido Activia Infusion Limão e Gengibre Danone

Bifidus Magro Líquido Activia Infusion Pêssego e Chá Verde Danone

Iogurte Líquido Banana e Morango Edição Especial Mimosa

Iogurte Líquido Frutos Vermelhos Edição Especial Mimosa

Iogurte Líquido Cremoso Frutos Silvestres Yoggi Nestlé

Iogurte Líquido Cremoso Pêssego/Manga Yoggi Nestlé

Iogurte Líquido Cremoso Morango/Stracciatella Yoggi Nestlé

Iogurte Líquido Cremoso Morango Yoggi Nestlé

Iogurte Líquido Banana Yoggi Nestlé

Iogurte Líquido Frutos Silvestres Yoggi Nestlé

Iogurte Líquido Frutos Tropicais Yoggi Nestlé

Iogurte Líquido Limonada Yoggi Nestlé

Iogurte Líquido Morango/Banana Yoggi Nestlé

Iogurte Líquido Smoodi Morango e Ananás Yoggi

Iogurte Líquido Smoodi Mirtilo e Banana Yoggi

Iogurte Líquido Smoodi Banana, Cereja, Amora e Aveia Yoggi

Iogurte Líquido Morango e Banana É Continente

Iogurte Líquido Pina Colada É Continente

Iogurte Líquido Frutos Vermelhos É Continente

Iogurte Líquido Frutos Vermelhos Nestlé

Iogurte Líquido Baunilha Nestlé

Iogurte Líquido Morango Nestlé

Iogurte Líquido Natural Açucarado sem Lactose Yoggi

Categ. 3 ■■■■■■■■■■■■■

Consumir com moderação

Iogurte Líquido Stracciatella Continente

Iogurte Líquido Morango Danone

Iogurte Líquido Morango e Banana Danone

Iogurte Líquido Bolacha Danup

Categ. 4 ■■■■■■■■■■■■

Consumir com moderação

Iogurte Líquido Straciatella Danup

Iogurte Líquido Lima e Limão Danup

Iogurte Líquido Framboesa e Arandos Danup

Iogurte Líquido Morango e Banana Danup

Iogurte Líquido Morango Danup

Iogurte Líquido Chocolate e Avelã Danup

Iogurte Líquido Chocolate Branco Danup

Categ. 5 ■■■■■■■■■■■

Consumir com moderação

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Categ. 6 ■■■■■■■■■■

Evitar

Iogurte Líquido Morango Mimosa

Iogurte Líquido Banana Mimosa

Iogurte Líquido Frutos Tropicais Mimosa

Iogurte Líquido Ananás Mimosa

Iogurte Líquido Pêssego Mimosa

Iogurte Líquido Pinacolada Mimosa

Iogurte Líquido Tutti Frutti Yoggi Nestlé

Iogurte Líquido Morango Yoggi Nestlé

Categ. 7 ■■■■■■■■■

Evitar

Iogurte Líquido Cremoso Morango Mimosa

Iogurte Líquido Cremoso Frutos Tropicais e Guaraná Mimosa

Iogurte Líquido Cremoso Banana e Morango Mimosa

Iogurte Líquido Cremoso Lima e Limão Mimosa

Iogurte Líquido Cremoso Laranja, Cenoura e Ginseng Mimosa

Iogurte Líquido Cremoso Morango, Manga e Ginko Mimosa

Categ. 8 ■■■■■■■■

Evitar

Iogurte Líquido Cremoso Morango, Chili e Chocolate Mimosa
Categ. 9 ■■■■■■■

Evitar

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Categ. 10 ■■■■■■

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Categ. 11 ■■■■■

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Categ. 12 ■■■■

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Categ. 13 ■■■

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Categ. 14 ■■

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Categ. 15

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