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O abraço e a mudança

Por Hélder Oliveira Coelho

A amizade e a fraternidade são provavelmente dois dos pilares mais fundamentais na sociedade.

Entre os homens de bem, aqueles que contam com a doce leveza da alma que é o abraço de um amigo, contam também com um prolongamento de si mesmos. A garantia de que não vivem em vão, de que algo sempre fará sentido.

Nos antípodas, encontramos a bajulação e a inveja. Os que se servem do poder ou da fama para ter para si o que pelo coração não conseguem conquistar!

É triste perceber que, pelo mundo, ou mesmo na porta ao lado, pode viver alguém votado à solidão gélida de quem não é amado. Desses, resta-nos sentir pena! Entenda-se que sentir pena de alguém será provavelmente o mais desolador dos sentimentos. Talvez seja preferível detestar alguém a sentir pena. Porque a linha que separa o amor do ódio é ténue. Facilmente podemos converter o ódio em amor. Mas sentir pena?! É sentir que já não vale a pena… nada mais passa a fazer sentido. É diferente de compaixão. Sentir compaixão é algo nobre. É o que sentimos quando assistimos à desgraça alheia. Mas a pena caminha a par com a indiferença… Ser-se indiferente é não ter ligação alguma.

Sendo o Homem um ser social por definição, atingir o status de pena é descer fundo na escada da sociedade.

Outros há que corrompem a amizade. Usam o título para alcançar o favor sem mérito! A isso não se chama amizade… chama-se injustiça!

Ainda estamos em período pascal. Independentemente da crença religiosa, a nossa comunidade assenta em valores judaico-cristãos. É importante reflectir sobre isto! É importante fazer diferente! É crucial agir a tempo para mudar!

Não deixem que outros sintam pena de vós! Nunca sintam pena de vocês mesmos! Porque nunca é tarde para agir.

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