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Os betas do amor

Por Hugo Pinto de Abreu

Dizem-me que os mercados são mesmo eficientes [1]. Fama e French têm um novo modelo [2], desta vez quadrifactorial, que vai sustentar (novamente) durante uns anos a efficient market hypothesis [3], isto até que alguém encontre um buraco na teoria, para que os eternos Fama e French possam criar ainda um novo modelo — com cinco factores, imagino…

Disseram-me também que, depois de períodos de grande volatilidade, os investidores livram-se dos betas [4] elevados, que tanto retorno lhes deram, por medo destes estarem sobrevalorizados, e abraçam betas mais modestos…

Talvez as mulheres façam a gestão dos seus amores como os investidores gerem betas: está explicada a minha vida amorosa.

O Gustavo [5] lembrou-me que eu uma vez lhe disse que as mulheres tendem a não sair do seu nível.

Às vezes, digo umas coisas com sentido, para depois me esquecer delas durante anos!

Talvez, de facto, não saiam do seu nível, pelo menos a longo prazo. Às vezes, pode até parecer que sim, mas é só até ajustarem os betas.

E aí é que dói.

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