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Por que não se pode confiar nos economistas

Por Gustavo Martins-Coelho

2014072700O Goldman Sachs [1] apresentou, em 30 de Maio deste ano, um modelo estatístico que previa os resultados do campeonato mundial de futebol de 2014 [2], que teve lugar no Brasil nos meses de Junho e de Julho [3]. O gráfico acima compara, de forma muito simples, as previsões do Goldman Sachs [2] com a realidade [3]: a primeira coluna mostra que o Goldman Sachs acertou 37,5% das previsões quanto ao vencedor de cada um dos jogos da fase de grupos; a segunda que acertou um terço das previsões quanto ao número de golos marcados por cada equipa em cada um dos jogos da fase de grupos; a terceira que 56,3% das equipas que previu se apuraram para os oitavos de final; a quarta que metade das equipas que previu se apuraram para os quartos de final; a quinta que previu correctamente três dos quatro semi-finalistas; a sexta que acertou em quem seria um dos finalistas; e a última que não conseguiu acertar na sua previsão do vencedor do campeonato.

Como o objectivo da ciência é fornecer informação acertada, relevante e atempada, enquanto a Economia produzir modelos que acabam por falhar no essencial (em qualquer campeonato, o essencial é o vencedor, sendo tudo o resto pouco mais do que uma curiosidade), permanecerá uma área do saber científico de utilidade limitada.

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