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Consultório da Ria

O pénis

Por Carlos Lima

O pénis é o órgão sexual masculino e executa duas funções: excreção de urina e introdução de espermatozóides na vagina [1], para a reprodução.

Situa-se na região pélvica. É composto por duas massas de tecido eréctil: os corpos cavernosos e o corpo esponjoso, que contem a uretra. A envolver este tecido eréctil há pele, ligeiramente mais escurecida do que o resto da pele corporal.

Pode ser dividido em três partes; cabeça (glande), corpo e raiz. A glande é a parte mais sensível do pénis e tem na região frontal o meato uretral, por onde saem a urina e o esperma. Habitualmente, está coberta por uma fina camada de pele, chamada prepúcio, que pode ser removida pela postectomia (vulgarmente conhecida como circuncisão). Este procedimento pode ser realizado por questões culturais ou por necessidade, caso o prepúcio não permita a exposição da glande, quando erecto. Este aperto do prepúcio é conhecido como fimose. A fimose é normal no bebé; existem correntes que defendem a não circuncisão até à fase genital, em que a criança se vai encarregar de promover a sua resolução, quer através de erecções mais frequentes, quer pela estimulação genital. Nesta fase, existe libertação de gordura, que evita as aderências. Caso existam sinais claros de alterações, deve procurar-se ajuda.

O corpo é a parte média do pénis e contém os corpos cavernosos, o tecido esponjoso e a uretra.

A raiz, ou base, do pénis é a parte «escondida» e tem a ver com o local e a forma de inserção do pénis no corpo. Na sua base, estão as glândulas bulbouretrais ou de Cowper (em número par), que contribuem para a lubrificação da uretra e para proteger os espermatozóides da acidez característica da uretra.

O pénis é irrigado por três artérias: dorsal do pénis, profunda do pénis e bulbouretral. É inervado pelo nervo dorsal do pénis. A drenagem sanguínea é feita pelas veias dorsais do pénis.

A erecção é desencadeada por diversos factores: a estimulação cerebral, seja ela de natureza visual, táctil, olfactiva ou outra, promove a produção de óxido nítrico nos corpos cavernosos e este estimula a libertação duma série de enzimas que vão actuar sobre a musculatura lisa dos corpos cavernosos, permitindo a entrada de sangue. Quando entra mais sangue do que o que sai, ocorre a erecção. Este processo é controlado por válvulas, dependentes do sistema nervoso periférico, que permitem regular a entrada e saída de sangue do pénis. A maior saída de sangue que a entrada é conhecida como detumescência.

Um dos problemas mais comuns do pénis são as infecções sexualmente transmissíveis, que podem desencadear a produção de secreções infectadas e ulcerações. Algumas das infecções podem afectar a capacidade eréctil.

Existem algumas anomalias genéticas relacionadas com o local onde se insere o meato uretral (hipospádia é a inserção inferior, e mais frequente, e epispádia é a inserção superior, muito rara).

A disfunção eréctil era anteriormente conhecida como impotência; contudo, enquanto a impotência se relaciona com a incapacidade de manter relações sexuais, a disfunção eréctil abrange toda a incapacidade eréctil — incluindo os factores de natureza física e psicológica. Pode ser resultado de diabetes mal controlada, de doença vascular, do uso de drogas, de doenças neurológicas, do estresse ou dos hábitos tabágicos, entre outros. Hoje existe alguma medicação que pode ajudar nalguns destes casos, mas o seu uso sem aconselhamento médico pode resultar em problemas ainda maiores — e mesmo levar à morte.

O pénis tem duas grandes funções fundamentais: a eliminação da urina e a reprodução; mas é na parte do prazer que mais podemos agir com responsabilidade, através de hábitos de vida saudáveis e através do uso de medidas preventivas, principalmente para as infecções sexualmente transmissíveis.

Saúde!

4 comentários a “O pénis”

[…] Os receptores para estas sensações encontram-se ao nível da pele e das mucosas, de forma geral, mas existem zonas em que a concentração e a especificidade dos receptores são maiores, as quais, por esse motivo, apresentam uma sensibilidade aumentada, como é o caso da ponta da língua, dos lábios, das extremidades dos dedos e dos órgãos genitais externos [2, 3]. […]

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