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Consultório da Ria

A reprodução

Por Carlos Lima

A reprodução é o processo pelo qual uma espécie garante a continuidade da propagação dos genes, o que permite a continuidade da própria espécie. A união dos genes de dois progenitores promove a variedade genética, a diversidade dos seres da espécie, evitando a perpetuação dalgumas doenças, como acontece na clonagem.

Ainda que se conheçam técnicas inovadoras capazes de dar origem a novas vidas, a relação sexual é a forma mais comum para que tal aconteça. Durante esta fase, são inoculados na vagina [1], através do pénis [2], os espermatozóides, carregados de genes masculinos, que, através da migração pelo útero [3] e pelas trompas de Falópio, se vão encontrar com o óvulo. O óvulo, libertado pelo ovário [4], já no percurso para o útero [3], através das trompas, reúne as condições para ser fecundado.

Cada ejaculação liberta cerca de quatrocentos milhões de espermatozóides, mas apenas um consegue entrar no óvulo e dar origem a uma nova vida. Esta união entre o espermatozóide e o óvulo é o ponto essencial para o desenvolvimento duma nova vida. Mas o processo de gravidez é bem mais complexo, implicando: a união entre as duas células (masculina e feminina), que continham apenas metade dos genes da célula normal; a divisão celular da nova célula que se criou; a preparação do útero [3]; o processo de nidação ou fixação do ovo no útero [3]; depois, todo o processo de desenvolvimento embrionário, com a diferenciação celular para dar origem aos órgãos do feto e da criança, que nasce 38 a 42 semanas depois, ou aproximadamente nove meses. Todo este processo é mediado por um conjunto de hormonas que permitem e regulam toda a gravidez.

Os dois primeiros meses são conhecidos como fase embrionária, em que as células se multiplicam rapidamente, sendo praticamente impossível distinguir o embrião da espécie humana do embrião doutras espécies. Nesta fase, dá-se o desenvolvimento da placenta [5], que vai permitir a ligação do filho à mãe e, através dela, alimentar um feto cada vez mais exigente em termos de nutrientes e eliminar os produtos do seu metabolismo celular.

A fase fetal inicia-se entre o segundo e o terceiro mês e vai até ao parto. No início desta fase, a placenta já está em funcionamento e os órgãos começam definir-se. O feto está dentro do saco embrionário e envolvido por líquido amniótico. O cordão umbilical está formado, com duas artérias e uma veia, e o seu comprimento permite ao feto movimentar-se dentro do útero [3] e vai permitir que o bebé seja alimentado e oxigenado durante o trabalho de parto. Aos cinco meses, o feto já possui todos os órgãos, ainda que de forma imatura. Aos sete meses, todos os órgãos do feto estão completamente desenvolvidos, à excepção do pulmão [6], que, devido ao facto de ainda não estar em funcionamento, está completamente fechado.

Por volta dos nove meses (38 a 42 semanas) inicia-se o processo de parto, em que a mulher vai expulsar o bebé para o exterior, através das contracções uterinas.

O recém-nascido expande então o pulmão e a circulação sanguínea cardíaca altera-se, para fazer passar o sangue pelos pulmões.

A reprodução humana é um processo maravilhoso: começa, regra geral, com um momento maravilhoso e termina, regra geral, com o sorriso mais maravilhoso do mundo; e permite que cada um de nós aqui esteja, a dar continuidade à espécie.

 Saúde!

4 comentários a “A reprodução”

[…] A divisão celular reprodutiva tem, como o nome indica, a função de criar as células reprodutivas, o óvulo e os espermatozóides, os quais têm metade dos cromossomas da célula normal, pelo que este processo, chamado meiose, cria quatro novas células, por cada célula mãe. O óvulo e o espermatozóide precisam de se unir o seu oposto para serem activadas [2]. […]

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