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Consultório da Ria

A importância da actividade física na terceira idade

Por Carlos Lima (com AQ e JS)

O envelhecimento caracteriza-se por um processo que é natural e irreversível e que afecta progressivamente os órgãos e as funções do nosso corpo, sejam elas sensoriais, perceptivas, cognitivas ou motoras. Este processo resulta não só de alterações físicas, fisiológicas, psicológicas e sociais, mas também de doenças crónicas e degenerativas, que podem ser provenientes de maus hábitos de vida, como o tabagismo, de erros alimentares e de escassa actividade física.

A actividade física é essencial para que o ser humano tenha uma vida mais saudável, caracterizando-se, então, como sendo qualquer movimento produzido pelo músculo. Estes movimentos podem ir desde actividades desportivas com intensidade moderada a actividades de lazer, como caminhadas, passando pelas próprias tarefas de casa.

A falta de actividade física pode ter consequências negativas a nível da massa muscular, comprometendo a força, a elasticidade e a flexibilidade dos músculos, e a nível das articulações e da massa óssea, prejudicando a locomoção e, consequentemente, a independência e a autonomia do idoso. Poderá ainda afectar componentes fisiológicos, como a circulação e os sistemas respiratório, renal e nervoso.

Por outro lado, a prática de exercício físico possui inúmeros benefícios, como a diminuição do risco de doenças coronárias, de hipertensão e de diabetes. Como, com o exercício, os músculos, as articulações e os ossos não se degradam tão rapidamente, os idosos estão menos propensos a quedas, a dificuldades motoras e à perda do controlo postural e do equilíbrio. A nível social, verifica-se um aumento da capacidade de relaxamento e maior satisfação com a vida. Todos estes benefícios contribuem para uma maior autonomia do idoso.

Os exercícios aconselhados devem ser de baixa ou moderada intensidade e devem utilizar vários grupos musculares. Deste modo, sugere-se a prática de exercícios que não impliquem grandes quantidades de oxigénio (exercícios articulares, de equilíbrio, de flexibilidade e de coordenação) e exercícios que, por outro lado, exijam um pouco mais de oxigénio (caminhar ou correr, praticar natação, andar de bicicleta).

O idoso deve praticar pelo menos três vezes por semana, em que cada sessão tenha uma duração de trinta minutos, compostos por cinco minutos iniciais de alongamentos, vinte minutos dos exercícios referidos, seguidos de cinco minutos finais de relaxamento.

E lembre-se sempre: pratique exercício, o seu corpo agradece.

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