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Consultório da Ria

O zinco

Por Carlos Lima

O zinco é um mineral que participa na composição de mais de cem enzimas corporais. Actua na degradação das proteínas [1], ao nível intestinal. Contribui para o bom funcionamento do sistema imunitário [2]. É necessário para a cicatrização das feridas. Está presente nos receptores olfactivos, permitindo-nos sentir os cheiros, e entra na síntese do ADN [3], ao nível do núcleo da célula [4]. A indústria utiliza-o na produção de protetores solares.

Está distribuído por todo o corpo, mas é no fígado [5], nos testículos [6], na próstata [7], na pele, no cabelo [8], nas unhas [9] e nos ossos [10] que atinge maiores concentrações. As quantidades normais presentes no sangue [11] variam entre 70 e 130 µg/dl.

A falta de zinco pode dever-se a dois factores: má absorção no intestino, devido à presença doutras substâncias, como certo tipo de fibras e fosfatos, ou devido à eliminação excessiva pela urina, como é o caso dos doentes alcoólicos.

A falta de zinco produz atraso de crescimento e maturação sexual na criança e nos adolescentes; alopecia, ou perda de cabelo; diarreia; impotência sexual e baixa produção de espermatozóides; lesões da pele, incluindo acne; perda de apetite, quer associado a cansaço, quer à perda de sabor dos alimentos, pelo facto de afectar o olfacto. Podem aparecer alterações do sistema imunitário [2] e maior dificuldade na coagulação sanguínea [12] e na cicatrização de feridas.

Como referi, no idoso, a perda de apetite pode estar associada à falta de zinco, porque afecta o sabor dos alimentos, pela perda do olfacto. Como consequência, pode existir cansaço. Se quiser, pode fazer a experiência de tapar o nariz enquanto come e perceber como isso afecta o seu gosto pela comida e a vontade de comer.

O excesso deve-se ao consumo exagerado na alimentação e a refrigerantes de lata galvanizada. O excesso provoca náuseas e vómitos e condiciona o sistema imunitário [2], na sua acção de defender o corpo. Habitualmente, precisamos de 10 mg/dia; consumos superiores a 1 gr podem causar a morte.

O zinco pode ser encontrado em vários alimentos, mas os mais ricos são as carnes, o pescado, o marisco, as favas, as nozes, as castanhas, os cereais e os tubérculos. Raramente é necessária a suplementação da alimentação e, pelos riscos do excesso, não deve fazê-lo por iniciativa própria.

O zinco é um mineral de que o organismo precisa em pequenas quantidades, mas os riscos da sua falta ou do seu excesso são graves. A alimentação é, regra geral, suficiente para fornecer este nutriente.

Saúde!

2 comentários a “O zinco”

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